A minha intenção aqui, é falar-vos um pouco de Elfos, Fadas, Vampiros e Lobisomens. Estas são criaturas que permanecem sempre no nosso imaginário, seja nos nossos melhores sonhos ou nos nossos piores pesadelos...  

Elfos Fadas Vampiros Lobisomens


os ELFOS

Eles são os filhos de Gaia, a mãe natureza, os sidhes (que se pronuncia shee,”chi”) ou o povo das colinas como são chamados e é o nome gaélico para os elfos na Irlanda e nas terras altas da Escócia. Eles vivem preferencialmente de baixo de terra e para se conseguir ver as suas casas diz-se que tem de se caminhar nove vezes à volta de uma colina numa noite de lua cheia e é então que as suas portas se abrem.
Os elfos são o complemento masculino das fadas, mensageiros entre este e o outro mundo e tal como as fadas, os elfos desempenham o seu seu papel no equilíbrio da natureza, dançando e tocando instrumentos de corda, enquanto cuidam das plantas e tratam sobretudo da sua fotossíntese, pois são eles quem lidam com o sol. Ás vezes pequenas criaturas todas vestidas de verde e outras, são do tamanho de homens é nos Celtas, cultura nórdica e Gália antiga, onde os elfos são mais representados, eles são, originalmente espíritos da fertilidade e só mais tarde se tornaram seres sobrenaturais, moldados como humanos, mas permanecendo com as suas características feéricas, fossem eles muito belos (elfos da luz) ou extremamente feios (elfos negros). Eles eram adorados nas árvores, montanhas e toda a natureza e esta crença em elfos ou seres sobrenaturais é universal, pois não existe qualquer raça que nos seus tempos primitivos, numa ou outra altura, não acreditasse em seres invisíveis e fantásticos.
É em especial nas ilhas britânicas que a crença é mais profunda e nas histórias dos séculos oitavo e nono, existem muitas referências a elfos e fadas, o rei dos elfos, Oberon, e a sua esposa, Titânia, aparecem em obras muito importantes da literatura medieval, tais como “Huon” de Bordeaux e “Sonho de uma noite de Verão” de Shakespeare.
As histórias de elfos são várias, o poeta inglês William Blake afirmou ter visto certo dia uma procissão de elfos pelo seu jardim, carregavam o corpo sem vida de um deles sobre uma pétala de rosa, colocaram-no depois na terra e cantaram durante a cerimónia e depois desapareceram.
Existem muitas outras historias e lendas, conta-se também como duas crianças foram uma vez descobertas num bosque, um rapaz e uma rapariga com a pele de cor verde pálida, assustados e sem compreender nada do que lhes era dito recusaram-se a comer até que se lhes apresentou um prato de feijão branco, aí eles comeram, sôfregos, e  com o tempo eles habituaram-se à comida dos mortais mas o rapaz foi definhando aos poucos até que um dia morreu, a rapariga essa, sobreviveu aprendeu a língua dos homens e a sua tez perdeu a cor verde original e aí ela contou em como viviam num mundo subterrâneo em crepúsculo sem saberem o que era o dia e a noite e certo altura entraram num túnel guiados pelo som distante de um sino, quando chegaram ao exterior, ao ar livre em pleno meio-dia, a luz do sol deixou-os de tal forma assustados que caíram para o chão a gritar de pavor…
As aparições de elfos e silfos na idade média foram tão grandes que o rei Carlos Magno e outros depois lhe seguiram, criou uma lei contra os elfos, fadas e outras manifestações, pois o povo vivia quase obcecado e tudo aquilo que lhes era desconhecido era atribuído aos seres feéricos.
Mas há aqueles que preferem deixar os elfos viver nos mundos fantásticos como é o da Terra Média, os elfos de J.R.R. Tolkien
e estes são os mais comuns que deram depois origem a uma grande variedade de elfos em outras literaturas de fantasia e mesmo jogos de tabuleiro como é o caso do famoso "Dungeons and Dragons", ou o jogo de PC "Warcraft". Tolkien inspirou-se nas lendas arturianas e Celtas, da antiga Inglaterra e criou os elfos da Terra Média, filhos de Iluvatar… (Galadriel, Legolas, Arwen, ...) A raça mais justa, mais sábia, mais ponderada. Imortais e sem idade, os elfos são as mais belas criaturas que se passearam pela terra, constantemente envoltas em luz.
M
as será que estes seres mágicos existem mesmo? Eles vivem na literatura de ficção mas já foram reportados inúmeros encontros, mas a maioria destes encontros são apenas testemunhos oculares...
Em 1932 uma múmia com perto de meio metro foi encontrada por mineiros que procuravam ouro no estado do Wyoming nos Estados Unidos, este pequeno ser tinha as pernas cruzadas e os braços no peito, um nariz espalmado e uma pequena testa.
Foi analisada por raio-x e investigada, o departamento  de antropologia certificou que a múmia na altura da morte deveria ter perto de 65 anos e era portanto genuína. Havendo no entanto alguns cépticos claro, que especularam o que poderia ser alguma criança com uma doença congénita que provoca parecenças de um adulto com pequenas proporções, mas infelizmente, ao fim de alguns anos o corpo acabou por desaparecer devido aos diversos "empréstimos" entre investigadores.
Mas o que é interessante é que os nativos daquela região tem lendas no seu folclore sobre pequenas pessoas, o que nos faz pensar nem que seja apenas um pouco.
E assim, tal como dizem algumas crenças locais nos diversos lugares do mundo, com o passar dos séculos os elfos e os homens distanciaram-se evoluindo em universos separados e paralelos e em que se encontram ocasionalmente, mas diz-se que um dia os elfos irão sair dos seus esconderijos e formarão uma nova aliança com os homens...
 

 

as FADAS

Como reza a lenda existem vários tipos de fadas, algumas têm a nossa aparência e o nosso tamanho, outras possuem corpos de tamanho de crianças e outras no entanto não ultrapassam os 20-30 cm.
Algumas são as aparições das antigas deusas pagãs e outras são espectros, como as Banshies da Irlanda, mas todas elas acabam por ser a manifestação da fantasia e da natureza.
As Fadas são divindades da natureza, elas são parte das arvores, florestas e das flores...
A palavra "fada" remonta-nos à Idade Média por volta dos anos de 1150, e é geralmente aceite que "fada" vem do latim "fatum", o destino e de "fata" o nome para a deusa do destino em latim.
Para os Romanos, as fata eram as ninfas e silfos, entidades e divindades da natureza aos quais prestavam homenagem.
A palavra fada foi assim avançando no tempo, o verbo latino "fari" que significa profetizar e que por sua vez origina do francês arcaico "faer" que significa enfeitiçar, e assim a palavra se foi transformando na nossa actual "fada".
Os reinos imaginários, os territórios feéricos não são conhecidos por nenhum mortal, em alguns textos da Idade Média existem inúmeros locais de passagem para esses territórios, nos romances de fantasia é comum ver-se um cavaleiro a perseguir um cervo ou corça normalmente de cor alva, é um animal mágico que engana assim o cavaleiro conduzindo-o ao local onde se encontram as fadas, logo que o cavaleiro conseguia apanhar o animal, ele desaparecia ou transformava-se numa bela dama jovem e o cavaleiro pensaria ter encontrado a felicidade suprema, mas na verdade, caso ele não se acautela-se seria subjugado para todo o sempre...
Um desses territórios feéricos, é por excelência a ilha de Avalon, onde segundo reza a lenda está sepultado o grandioso Rei Artur e onde apenas os seres feéricos e alguns cavaleiros que por sua pureza são dignos de entrar para essa terra maravilhosa e cheia de magia...
No entanto as alianças com as fadas são possíveis, mas ficam sujeitas a condições que nós os mortais dificilmente conseguimos respeitar, aos nossos olhos essas regras parecem banais ou caprichos das fadas e assim transgredimos facilmente as regras perdendo todo o amor da fada encontrada…
Por exemplo a proibição de chamar a fada pelo seu nome, evocar a sua presença a uma terceira pessoa, pronunciar certas palavras etc...
À mínima falha a fada desaparece como também o seu amor.
Há uma lenda bem evocatória destas regras, existe a historia de um fidalgo no centro de França que encontrou uma dama tão bela que quis casar logo com ela, essa dama obviamente era uma fada, e logo aceitou, mas com a condição de que ele nunca pronunciasse a palavra “morte”. O fidalgo aceitou logo, pois ele apenas agora só pensava na vida alegre que teria com a fada.
Ele conseguiu manter a promessa e durante muitos anos ele viveu uma felicidade extrema, mas um dia, infelizmente a fada atrasou-se um pouco mais para se arranjar e ir ao encontro dele, ao chegar ele disse de repreensão.      "– Senhora minha, seríeis uma boa mensageira da morte, pois levais muito tempo a desempenhar as vossas tarefas."
Nisto, mal acabou de dizer a frase a fada deu um grito e desapareceu para todo o sempre …
Outras das Fadas mais conhecidas são as Banshies, ás quais lhes cabe o papel de anunciar a morte e só algumas das famílias de alta linhagem ou pessoas dotadas para a musica são protegidas por estas fadas, pois a musica e a poesia são dons das fadas e quem possui estes dons é aparentado com os povos feéricos.
Por vezes a Banshie assume a forma de uma virgem que morreu jovem ou pode surgir sob a forma de uma mulher envolta num sudário lamentando-se debaixo da sua cara tapada, também pode voar sob os raios da lua chorando amargamente e o choro desse espírito é o mais tenebroso que se pode ouvir em qualquer parte da terra, é o pressagio da morte...
As Fadas foram também algo muito importante na cultura celta, eram divindades femininas, os antigos celtas representavam-nas muitas vezes como três mulheres tendo nas mãos flores e frutos, símbolos da abundância e prosperidade. As Fadas são fiandeiras do destino do mistério e da vida...
Elas permanecem nas nossas vidas, em nós, quer queiramos ou não e tal como diz a frase de James Matthew Barrie em Peter Pan: "Cada vez que uma criança disser : "Não acredito em fadas", uma delas, em qualquer lugar, morrerá"
Assim que deixarmos de acreditar nelas, elas morrem...
 

 

os VAMPIROS

Para falar sobre vampiros é obrigatório falar daquele que originou o nome e a maneira de ser.
O Drácula do romance de Bram Stoker (aliás, o nome Drácula foi uma adaptação que Bram Stoker fez de Dracul) foi baseado em Vlad Tepes (pronuncia-se correctamente "tse-pesh"), que governou uma área dos Balcãs, em Valáquia, uma província da Transilvânia em meados do século 15. Ele era também de chamado de Vlad III ou Vlad Dracul, pois o seu pai Vlad II pertencia a uma ordem de cavaleiros chamada "Ordem do Dragão", destinada a defender a cristandade e o império contra o avanço turco otomano.
O seu emblema era um dragão de asas abertas em cima de uma cruz, daí o nome de "Dracul", dragão, mas que também significa "o filho do dragão" e por ironia as crenças locais dizem que também significaria "demónio", mas isso não está provado.
A palavra "Tepes" significa empalador e assim era, pelo costume que Vlad tinha de empalar as suas vitimas em estacas e mostrando as em publico para amedrontar os seus inimigos e avisar os transgressores do seu código moral. Está-lhe atribuído a morte de perto 100.00 pessoas através do empalamento.
E mais do que por qualquer coisa, o Drácula histórico é conhecido pela sua crueldade inumana, o empalamento era a o método de tortura e execução preferido de Vlad Tepes. É uma das mais horríveis formas de morrer pois é normalmente uma morte lenta e dolorosa. Vlad costumava usar um cavalo amarrado a cada uma das pernas das vitimas e um pau aguçado era forçado a entrar gradualmente no corpo do infeliz. A ponta da estaca era normalmente oleada e cuidada para que não fosse demasiado afiada, senão a vitima podia morrer demasiado depressa, normalmente a estaca era introduzida através do ânus e forçada pelo peso do corpo a surgir pela boca, em algumas ocasiões vitimas havia que eram empaladas por outros orifícios do corpo ou pelo abdómen ou peito. À registos de que por vezes as vitimas eram empaladas de cabeça para baixo. Vlad Tepes por vezes colocava as estacas num padrão geométrico. O mais comum era um anel de círculos concêntricos nos arredores de uma cidade que fosse o seu alvo, a altura da estaca onde estava a vitima indicava o seu estatuto e os corpos eram deixados assim por vezes durante meses houve uma altura em que um exercito invasor turco otomano fugiu ao encontrar milhares de corpos apodrecidos ainda nas estacas nas margens do Danúbio. Em 1461 Mohammed II, o conquistador de Constantinopla, um homem que não era reconhecido pelo seu "estômago fraco", regressou a Constantinopla depois de ficar "mal disposto" com a vista  de mais de 20.000 turcos prisioneiros, empalados nos arredores da cidade de Tirgoviste. esta imagem terrível é lembrada na historia como "A floresta dos Empalados" .
Mas no entanto o empalamento não era o único método de tortura de Vlad. A lista era como se saída de algum livro do inferno, pregos pela cabeça, membros cortados, cegueiras, estrangulações, queimados vivos e tudo o que de pior de pudesse imaginar…
Ninguém passava despercebido à atenção de Vlad, incluindo mulheres e crianças, camponeses e mesmo nobres senhores e embaixadores, mas a grande maioria eram pessoas comuns das suas cidades na Valáquia.
Enquanto Vlad Tepes reinou, a ordem era absoluta, pois ninguém se atrevia a roubar ou a cometer outros crimes com medo de irem parar à estaca.
Segundo as lendas, Vlad Tepes gostava de comer rodeado de vítimas empaladas, ouvindo os seus gemidos moribundos e acompanhado de mortos. Um dia convidou uns pobres para comerem no seu castelo. No fim, ao vê-los satisfeitos, perguntou-lhes se podia fazer alguma coisa por eles. Os pobres, ao pensar que este os iria ajudar, pediram que ele os livrasse dos sofrimentos quotidianos. "Assim o seja", terá respondido Vlad. E mandou imediatamente fechar a sala de jantar e depois de abandonar o recinto, mandou pegar fogo e todos os que se encontravam lá dentro morreram queimados. Mais tarde Vlad justificou-se dizendo que apenas fizera aquilo que os pobres lhe tinham mandado fazer. Libertara-os dos sofrimentos deste mundo.
Também certo dia, quando uns embaixadores estrangeiros o vieram visitar, não tiraram o chapéu na sua presença. Este perguntou-lhes porque é que o não faziam. Os embaixadores disseram-lhe que não era costume deles tirar o chapéu na presença de alguém. "Muito bem. Cabe-me a obrigação de vos manter firmes aos vossos costumes." Disse Vlad, e mandou que lhes pregassem os chapéus à cabeça.
Um dia ao reparar que o seu nobre convidado para jantar tapava o nariz, por causa do cheiro, Vlad mandou empalá-lo numa estaca maior do que as outras. Dizendo-lhe depois assim: "Ora aí está o meu amigo num lugar onde o ar é mais puro e onde não tem de se preocupar com o cheiro destes corpos..."
Ainda noutra ocasião, enquanto passeava pelo campo reparou num camponês que tinha a camisa rasgada e foi-lhe perguntar se ele não tinha mulher, ao que este lhe respondeu que sim. Vlad pediu então para este o levar até ela. Quando chegou perguntou à mulher se ela era saudável e se as colheitas tinham sido boas. A mulher respondeu que sim. "Então não à nenhuma razão para o teu marido andar com a camisa rasgada." Disse-lhe Vlad. E em seguida empalou-a em plena praça pública como lição a todas as mulheres preguiçosas e que não se interessam pelo marido.
Embora com o parco sucesso em segurar os turcos os seu recursos não permitiam muito mais, os turcos finalmente conseguiram forçar Vlad a fugir para a Transilvânia em 1462. Conta-se que a sua primeira mulher matou-se de uma das torres do castelo para as águas do rio Arges ( daí a inspiração para o começo do romance de Bram Stoker).
As forças de Vlad voltaram à Valáquia vários anos depois mas um grande exército turco esperava por ele e assim ele foi forçado a enfrenta-los com pouco mais de 4000 homens. Vlad Tepes foi morto na batalha contra os turcos, diz-se que talvez tenha sido assassinado pelos seus, o facto é que os turcos apanharam o seu corpo e decapitaram a sua cabeça que foi enviada para Constantinopla e mostrada como prova de que o horrível empalador tinha morrido, o resto do corpo foi enterrado num mosteiro perto de Bucareste.
Diz-se que, nos anos 30, já no século 20, numa busca ao tumulo de Vlad Tepes, nesse mesmo mosteiro, foram encontrados apenas ossos de um animal...

Outro dos grandes vampiros da antiguidade era a condessa de Bathory, Erzsébet Bathory, nasceu em meados do seculo XVI e era prima de Vlad Dracul, a condessa de Bathory, nobre austro-húngara, vivia na crueldade e na luxúria. No brasão, os Bathory tinham também o símbolo do Dragão. Erzsébet Bathory casou aos 15 anos e habitou o castelo de Csejthe, a nordeste da Hungria. Aos 20 anos, fechou-se em quase completa reclusão e dedicou-se à bruxaria.
Diz-se que certo dia a condessa, envelhecendo, estava a ser penteada por uma jovem criada, quando a criada acidentalmente puxou os seus cabelos. Erzsébet virou -se para ela e espancou-a. O sangue espirrou e algumas gotas ficaram na mão da condessa. Ao esfregar o sangue nas mãos, estas pareciam tomar as formas joviais da moça. Foi a partir deste incidente que Erzsébet desenvolveu a sua reputação de desejar o sangue de jovens virgens.

No seu delírio, os banhos de sangue impediriam o envelhecimento do corpo. Por isso, durante 10 anos, ordenou que fossem degoladas uma centena de raparigas camponesas que eram mandadas de propósito ao castelo.
Nos anos que se seguiram após a morte do marido, Erzsébet continuou a sua depravação e assassínios.
Em 1610, começaram as investigações sobre os crimes da condessa. Na verdade, teria sido mais por motivos políticos (O Conde Nadasdy, o marido da condessa, havia emprestado dinheiro ao Rei e este queria ver-se livre de tal empréstimo confiscando o latifúndio da Condessa). Com isso, em Dezembro de 1610, A condessa Erzsébet Bathory foi presa e julgada alguns dias depois,
os comentários da época, diziam que ela mantinha uma aparência jovem "de origem diabólica"... Em Janeiro de 1611, foi apresentada como prova, uma agenda contendo os nomes de todas as vítimas da condessa, registrados com a sua própria letra e depois de confessar, com frieza e arrogância, tudo o que fizera, Erzsébet foi emparedada no seu quarto e reduzida a pão e água até à sua morte, em 1614.  No total foram 650 as suas vítimas.
No seu diário constam diversas torturas que Erzsébet fazia ás suas vitimas, entre as quais, enterrava agulhas na carne e sob as unhas das suas criadas. Punha também moedas e chaves aquecidas ao rubro nas mãos das torturadas, ou então, usava um ferro para marcar o rosto das empregadas insolentes. Também costumava atirar raparigas na neve, enquanto que água fria era atirada sobre elas até que morressem congeladas, costumava também levar raparigas nuas e o seu corpo esfregado com mel para o mato e a pobre permanecia por vezes mais de 24 horas ao ar livre, de modo a que pudesse ser picada por mosquitos, abelhas e outros insectos e animais. Ela chegou mesmo a atear fogo aos pelos púbicos de uma de suas empregadas.
Uma vez, abriu a boca de uma criada até que seus cantos se rasgassem...

Nem Vlad Tepes nem a condessa de Bathory eram vampiros, na concepção que hoje temos do vampiro, eles não bebiam o sangue das suas vitimas, Vlad era um assassino sádico e Erzsébet matava cruelmente pela convicção de que o sangue a manteria eternamente jovem portanto podes se dizer que o vampirismo, tal como o conhecemos hoje, assenta não em um mas em dois mitos.
Obviamente o mais recente, é o mito do vampiro transmitido por Hollywood. No cinema, apesar das mais repugnantes e cruéis personagens que o vampiro já assumiu, o "vampirismo moderno" tem-se inclinado, paradoxalmente, para o culto do vampiro do século XIX, galã, sedutor, sinistro, mas envolto numa aura de inconfundível romantismo. Esqueçamos esse vampiro que todos nós conhecemos e falemos no verdadeiro vampiro, aquele em que se baseia o segundo mito, o mito original e mais tenebroso. O vampirismo sempre foi um culto da noite cuja divindade central é o vampiro. Este cultiva a sua personalidade demoníaca, ama o seu próprio corpo e tenta, por todos os meios, evitar a sua desintegração depois da morte. Propõe o contrário da espiritualidade, evitando a decomposição do corpo físico e mantendo vivos os instintos e os impulsos selvagens do homem. É o oposto às espiritualidades libertadoras que partem as amarras e comunicam ao homem o sentimento de eternidade, a união com Deus. O vampiro pretende obter uma eternidade fictícia, uma espécie de estado letárgico intermediário.
Pela tradição, só o "corpo espiritual" do morto tem o poder de agir para além da morte. O corpo nunca sai do túmulo. É a energia do defunto que se manifesta depois da extinção das funções vitais. Daí que seria necessário espetar uma estaca aguçada no peito do vampiro para destruir esse "corpo espiritual".
Por volta dos anos 80, talvez se tenha descoberto um possível fundamento para as lendas dos vampiros. Trata-se da "porfíria", uma doença extremamente rara. Uma das suas variantes, ainda mais rara, produz nos doentes características "vampíricas", tais com os dentes pontiagudos, excesso de cabelo, hipersensibilidade à luz e carência de sangue. Até 1991, apenas foram registados 60 casos desta forma de "porfíria".
A porfíria não é mais do que uma doença do sangue, genética e hereditária, que provoca uma desfiguração no paciente. Existe uma hipersensibilidade ao sol e à luz porque os raios ultravioleta transformam o "hema" (o componente do sangue que o torna vermelho) numa toxina que enfraquece os músculos. É sobejamente conhecido entre a comunidade científica que esta doença poderá ter estado na origem do mito do vampiro.
Outros sintomas da porfíria são o enegrecimento ou empalidecimento da pele, que passa a gretar quando exposta ao sol, crescimento anormal de pêlos nas feridas, queimaduras nos lábios que provocam a diminuição do seu contorno e fazem sobressair os dentes e, em alguns casos, a desintegração dos dedos, o que poderá dar às mãos o aspecto de patas de animal. Algumas variantes da porfíria podem provocar insanidade mental, alucinações e muita dor. Na sua aflição, os pacientes poderiam ter bebido sangue de animais numa tentativa de aliviar o sofrimento.
Perante um quadro de sintomas como estes, não admira que as mentalidades supersticiosas séculos XVI e XVII tivessem levado juízes e clérigos a condenar e executar doentes de porfíria por serem vampiros, nomeadamente na Roménia e Hungria. Mas, de facto, esta doença também explica a lenda de que os vampiros só saem à noite e têm aversão ao alho. É mais do que natural que as antigas vítimas de porfíria se escondessem do sol, ou até podendo mesmo refugiar-se dentro de caixões durante o dia, uma vez que a pele destes doentes é extremamente sensível à luz. A aversão ao alho explica-se por este estimular a criação de toxinas no sangue. Quanto ao medo da cruz, lendariamente atribuído aos vampiros, é muito provável que as vítimas de porfíria temessem o crucifixo, pois ele era usado pelos inquisidores do clero que as perseguiam.
 

 

os LOBISOMENS

Lobisomem significa homem-lobo, tal como em inglês “werewolf”, vindo do inglês antigo: wer (homem) e wolf (lobo). Vistas assim, essas palavras pouco revelam sobre a terrível maldição que elas representam.
As lendas sobre lobisomens tiveram muito provavelmente início na França, no século XV. Nessas épocas remotas, a Europa vivia infestada de lobos e logo começaram a surgir relatos de criaturas meio-homem meio-lobo que vagueavam nas noites de lua cheia caçando e matando vítimas, geralmente humanas. Os relatos tinham mais força porque se afirmava que essas criaturas eram humanos que, por vontade própria ou talvez por sede de poder, buscavam a transformação. A lenda estava ligava às crenças e seitas ancestrais de adoração da lua, daí a maior frequência das aparições em fases de lua cheia.
A fascinação da Humanidade pelos lobisomens vem desde tempos imemoriais e, como veremos, tem muitas formas e boas razões para existir. "Werewolf" para os anglo-saxões, "Loup-Garou" na França, "Likantropos" para os antigos gregos, "Versipellium" para os romanos, "Berserker" para os antigos nórdicos, o lobisomem habita os sonhos mais antigos da própria humanidade.
Diz a lenda que os lobisomens são aqueles que ao serem banhados pela luz da lua cheia, assumem uma forma meia humana e meio lobo. Qualquer pessoa atacada por um lobisomem irá transformar-se num e só poderá voltar ao normal se o lobisomem que a mordeu for morto.
Os grandes culpados culpados por esta terrível fama dos lobisomens, são a Igreja Cristã e seus seguidores. Por meio das inquisições, torturas e escrituras, a igreja tem forçado, a acreditar que o Lobisomem é um ser demoníaco.
Durante a Inquisição na Europa medieval, havia muitos casos de lobisomens, especialmente na Alemanha. A princípio existia a crença de que eles seriam sacerdotes de cultos pagãos que se metamorfoseavam em animais para matar os inimigos. Portanto, nos séculos XV e XVI, os licantropos (lobisomens), como as bruxas, foram caçados pela Inquisição, pois se dizia que eles tinham um pacto com o Diabo, e que teriam vendido a alma em troca de poder.
Existem vários casos nos autos da Inquisição, e um dos mais famosos é o de Peter Stubb, que se passou perto de Colónia, em 1573. Sua confissão foi obtida sob tortura, e o acusado declarou ser um lobisomem desde os 12 anos. Stubb afirmou ainda que se transformava em um grande lobo por obra de um cinto recebido das mãos do próprio Diabo. Durante 25 anos ele aterrorizou as estradas e fazendas, alimentando-se de animais domésticos, além de matar e comer treze crianças e duas mulheres grávidas, das quais teria arrancado os fetos do útero para os devorar. Ele escapou de armadilhas ao longo dos anos, até que alguns caçadores seguiram as suas pegadas de lobo e o capturaram quando o cinto se soltou e ele voltou à sua forma humana. A sua filha e uma amante foram julgadas como cúmplices, sendo espancadas, decapitadas e queimadas numa fogueira.
Outro caso ocorreu em Dôle, na França, também no ano de 1573. Um recluso de nome Gilles Garnier confessou espontaneamente que matara várias crianças cujos corpos foram encontrados por pastores. Estes afirmaram que viram um lobo gigantesco perto do local, e esse animal teria os traços de Garnier na face. Em Novembro daquele ano, as autoridades deram ao povo a permissão para caçar e matar a fera. Um grupo de aldeões foi atraído pelos gritos desesperados de uma jovem e encontraram-na viva, embora muito ferida, nas garras de um lobo que atendia a descrição anterior. Embora o animal escapasse dos caçadores, Gilles Garnier e sua esposa foram presos alguns dias depois quando um garoto de 10 anos desapareceu nas vizinhanças de sua propriedade. Garnier confessou a autoria de algumas das mortes e que alguns dos pedaços das vítimas eram levados para sua casa e comidos por ele e sua esposa. Ambos foram queimados em Janeiro de 1574.
A transformação do homem em lobo pode ser feita de várias maneiras, entre a quais por exemplo,
por própria maldição, resulta o que é chamado de lobisomem Alpha, que pode ser visto como o primeiro lobisomem de uma grande família. O desafortunado indivíduo ganha a perversa maldição por ter desafiado ou destruído um poderoso mago. Ele irá perceber que está amaldiçoado na primeira noite de lua cheia, depois do encantamento. A primeira metamorfose é a mais traumática e uma completa surpresa.
Por transmissão hereditária devido ao facto da criança do lobisomem obter a mesma maldição que o seu pai ou mãe. É exactamente o mesmo resultado de ser mordido por um lobisomem. Se um lobisomem decidir transmitir a maldição para outra pessoa, é suficiente que ele a morda.
Sobreviver a um ataque, se alguém for mordido e sobreviver, ele vai dormir bastante nas próximas semanas enquanto a doença se propaga pelo seu corpo. Com a primeira lua cheia, a vítima vai descobrir o seu novo e maléfico potencial e um incontrolável desejo de sangue.
Um método discutível para se tornar um lobisomem é ser mordido por um lobo que decide amaldiçoar um homem, por qualquer razão.

Conforme em alguns relatos, mesmo na sua forma de lobo, o licantropo conserva suficiente discernimento para ajudá-lo na caça, no reconhecimento das armadilhas e das vítimas. Dizem que para se matar um lobisomem é preciso uma bala de prata, que essa prata venha de um objecto sacro derretido, ou ainda que a bala tenha sido banhada por cera de uma vela de altar onde se tenha celebrado três missas da noite de Natal. Fala-se também que ele poderá ser morto por qualquer coisa que atinja gravemente o coração ou a cabeça.
Na sua forma humana, o lobisomem tem uma aparência doentia, magro, além de sofrer de insónia e cansaço. Em muitos casos, a personalidade tornar-se violenta. A ciência médica, também tenta justificar a lenda do lobisomem, existe uma doença mental chamada "licantropia", que faz com que a pessoa pense ser um animal, mais especificamente um lobo, sente o pelo no corpo e os dentes afiados, mesmo não tendo nada disto, podendo mesmo ver-se essa pessoa como uma pessoa normal, mas o doente acredita ser um lobo comportando-se como tal, uivando para a lua, andando de quatro, comendo carne crua e atacando pessoas com as unhas e presas.
Científicos americanos e mexicanos anunciaram recentemente que tinham descoberto um gene cuja mutação, produz a denominada "hipertricosis" o síndrome do "lobisomem". Este gene causa um crescimento anormal do pelo por todo o corpo excepto nas palmas das mãos e plantas dos pés.

 

 

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